sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

EM BOAS MÃOS


Essa aqui eu posso contar para repartir uma pequena, porém inspiradora experiência que tive recentemente.

Claro que conto se você quiser ouvir, né?

Quer?

Mesmo é?

Legal então.

Periodicamente eu tenho feito exames médicos para avaliar meu estado de saúde. Aliás, você faz isso também, não faz? Acho bom fazer, viu? A gente pode descobrir com antecedência alguma doencinha sem-vergonha, que esteja espreitando a gente mais a frente.

'Se liga', tá!

Mas voltando aos exames de rotina. Por orientação da minha médica do transplante, fui recomendado a fazer uma avaliação do coração. Eu havia completado quatro anos do transplante, e acho que ela queria investigar, entre outras coisas, os efeitos dos medicamentos imuno-supressores que tenho que tomar para não haver rejeição dos órgãos, que no meu caso, são pâncreas e rim.

Bom, o cardiologista me pediu um tal de 'eco-stress' (deve ser assim que se escreve, pois na minha época, eu nunca vi a grafia disso.).

Sem maiores detalhes do tal exame, agendei o tal no hospital, e na hora e data marcadas lá fui eu.

Meu camarada... Minha camaradinha... Misericórdia, viu?

O médico e a enfermeira me fizeram assinar, melhor, fizeram minha esposa assinar uns papéis lá. Depois colocaram aqueles trecos de eletrocardiograma. Espetaram um acesso venoso na minha mão. Lambuzaram o meu peito e costela com uma meleca meio gosmenta, e então...
Começaram a injetar uma droga que provocava a aceleração do meu coração.

Eu ali deitado, sem mexer um músculo, e o meu 'core' parecendo que ia sair pela boca e pular prá fora da sala. Cara... Foi dando uma aflição anormal, viu?

Tudo monitorado, etc. e tal.

Naquele momento, tive a sensação de que o meu caminho se estreitava. Que os meus projetos ainda para esse ano, não iriam se concretizar. Uma dor foi tomando conta do meu peito e eu deixei de ser corajoso e perguntei ao médico, se aquilo era assim mesmo ou eu estava tendo um enfarte. Ele me tranquilizou, perguntou-me se eu tinha queixas e foi parando de administrar aquela droga.

Que droga, 'meu'!

Descobri que o meu coração está beleza. Quase me enfartaram prá descobrir que não tenho nada no coração. Ô examezinho 'besta sô'!

Fiquei feliz em saber que fisicamente, meu coração não tem nada, porque, espiritualmente, eu sei que ele está completamente cheio. Tenho em mim muito amor pela vida, pelas coisas que não vejo agora, mas vi antes, e sei que continuam belas como o SENHOR as fez. Assim como está cheio de amor por minha esposa, pelos meus familiares, e pelos meus amigos também.

Percebi que mesmo diante do tal 'stress' provocado, minha mente descansava em DEUS. Foi uma experiência que eu passei e fiquei calado sobre um turbilhão de pensamentos, emoções que uma droga injetada de fora prá dentro, provocou em mim.

Dessa experiência, eu pude extrair outra, que tem muito a ver com um coração preparado para o enfrentamento de momentos adversos.

Tudo que a gente pensa possuir, em alguns poucos segundos pode simplesmente evaporar.

A vida que pensamos ter e que nos iludimos acreditando no nosso controle estar, está absolutamente em outras mãos. E estando ela em boas mãos, aí sim, posso descansar tranquilo.

O meu coração, a minha vida está nas mãos do SENHOR JESUS, desde que entreguei a Ele. Nele eu posso confiar. Com Ele meu coração sempre bate mais forte, indo aos limites da minha fé. E pela fé, meu coração é fortalecido. Chega a espancar no meu peito.

Já sobre o tal examezinho... 'Tô fora'! Da próxima vez, me incluam fora dessa, tá!

Agora me diga cá uma coisa: E o seu coração, tá em boas mãos também, hein?

Tá ou não tá?

"A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido."


(Trecho da carta do Apóstolo Paulo aos Romanos, capítulo 10, versos9, 10 e 11)

2 comentários:

Sônia Brandão disse...

Eu que não queria passar por uma dessa. O meu coração já galopa quase todo dia sem ´droga nenhuma (tenho uma arritmia benigna), mas estou confiante de que ele está "em boas mãos".

bjs

glaurice disse...

Que nada, eles só queriam medir o grande amor que existe dentro do seu "core", mas o aparelho foi insuficiente, pq seu amor é imensurável.......