sexta-feira, 21 de março de 2008

A PÁSCOA

(Memória afetiva)

E é assim mesmo.
Por entre as frestinhas riscadas das persianas da janela, chega ao quarto escuro, a luz da manhã de outro dia comum; uma luz nova e descansada, renascida.

Percebo um sopro leve, assim suave como brisa que vem do mar.
Parece entrar pelas frestas, acompanhando aquela tênue luminosidade.
Juntos, luz e brisa, me anunciam como promessa de esperança, um novo dia; uma nova chance.

Ambos tocam os lençóis que me cobrem o corpo maduro, talhado na luta, fustigado pelas agruras do combate de toda uma vida.
Eles deixam em mim, a sensação gostosa de uma carícia na memória; trazem um cheiro ameno, de aroma peculiar, que me remetem a infância querida.

E é assim mesmo.
A mente do presente, de repente, se vê frente a frente, com a recordação ainda latente, dos tenros e ternos dias da minha juventude.

Cheirinho bom das manhãs alegres e barulhentas. Do despertar espreguiçante e dos ruídos matinais que podia identificar, vinham lá da cozinha, dos preparativos do café da manhã. Os cheiros da minha casa.

E era assim mesmo.
Domingo de páscoa. Aquele brilho nos olhos. A ansiedade para abrir logo os ovos de chocolate, arrancar o celofane colorido, desembrulhar com aquela avidez incontida, e devorar aqueles bombons perfumados de cacau e açúcar. Ah! Quanto prazer ao paladar; quanta caloria engolida. Quanta satisfação insatisfeita; insaciabilidade e gula.

E era assim mesmo.
Então, já arrumados. Íamos alegres e regozijantes para a Escola Dominical; ao culto matinal do domingo de páscoa.
Com intensa alegria e um sentimento de imensa gratidão na alma, celebrávamos a verdadeira páscoa dos cristãos.
Celebrávamos a ressurreição do nosso SENHOR JESUS, o Ungido de DEUS; O CRISTO.
Relembrávamos então, o significado espiritual daquela comemoração e a extensão eterna do sacrifício, morte e ressurreição de Cristo para com toda a humanidade:

"E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Lc. 22:19.

E era assim mesmo... E assim o é agora e sempre, para todo aquele que nele crê e que nele espera, pela a restauração do corpo e da alma.
E porque Ele vive, posso crer no amanhã e no amanhecer de depois de amanhã, quando a Sua redenção final, poderá me ser anunciada, como a luz e a brisa da manhã, entrando em meu quarto escuro, pelas frestinhas riscadas, das persianas da janela da minha esperança.
A manhã de um novo dia, descansado e renascido pelo SENHOR da minha Páscoa.

*** FELIZ PÁSCOA ***
(renascimento e libertação)

E é assim de novo... Um aroma vindo lá de fora... Reconheço esse cheiro adocicado e peculiar... hein?
Epa EPA EPA... alguém tá comendo o meu ovo de chocolate! Assim não pode, assim não dá Ôoopa,... larga meu chocolate aí aí ô garota...
Vê se tira esse "zóião" do meu bombom!

Um comentário:

David disse...

E aí tio tudo bem? Como está a tia Vivian? Tio realmente é muito gostoso esse dia de páscoa, principalmente quando nos sabemos o verdadeiro significado...e é claro como é bom também comer esses ovos de “chocolates” não de páscoa como muitos chamam... hum mais são uma delicia...rsrsrs... tio abraços pra você e pra tia viu, olha estamos morrendo de saudades, venham nos visitar logo, Beijo! E que Deus os abençoe e os guarde!

FELIZ PASCOA!!

Seu sobrinho Victor