domingo, 19 de dezembro de 2010

POUCA COISA MUDOU DESDE ENTÃO


Pouca coisa mudou desde então. O que já era ruim, melhorou pouco e o que parecia bom, não piorou quase nada desde então.

Apesar de tanta tecnologia, tanto desenvolvimento, tanto investimento para se melhorar a vida de uns poucos privilegiados, a grande maioria não se beneficiou tanto quanto aqueles que desenvolveram todas as coisas para beneficiarem aqueles poucos privilegiados.

Nossa sociedade perdeu muita coisa enquanto adquiria bens para ter a sensação de que ganhava alguma coisa.


Na parte em que a gente deixou de avançar, ficou-se moralmente atrasado, socialmente reprimido, espiritualmente desnutrido, emocionalmente confundido.

Temos assim em nossas casas, um montão de coisas que dizem servir para melhorar a qualidade de vida, mas para caber tanta tecnologia, tanto desenvolvimento e tanto investimento, tivemos que tirar coisas de valor e valores essenciais, e abandoná-los fora dos nossos lares.

Os relacionamentos humanos não se estreitaram por causa de tudo que se adquiriu, mas ao contrário disso, se distanciaram desde então. Tudo está mais rápido, mais imediato, mais virtual, mais sem o gostinho que só se encontra nos encontros reais, e depois fica o desejo do quero mais.

A famílias se vê e se fala na tela do PC ou celulares. A distância e a falta do contato esvazia os relacionamentos de intimidade.

Temos filhos e pais virtuais, amigos então, nem se fala. Pior que tudo e ainda por cima, maridos e esposas "virtualizando " o casamento. Será que pode? Poder não pode, mas a tentação de fazer, contamina e enfraquece a vontade de não ir a favor da maré. A maré por sua vez é vazante, ou seja, está levando embora o que estava dentro, e lançando longe, fora do alcance de ser recuperado outra vez. Poucos tem a coragem de ir contra a maré vazante. Sobra cada vez menos quem ainda resista a ela.

Assim, somos esvaziados de significados vitais e valores essenciais para que de fato melhoremos individualmente e consequentemente, coletivamente.

Nesse sentido é que iniciei essa reflexão dizendo: Pouca coisa mudou desde então. O que já era ruim, melhorou pouco e o que parecia bom, não piorou quase nada desde então. Evoluímos para trás mesmo caminhando para a frente.

Há imensos vazios deixados nos sentimentos, nas emoções e no convívio bom e simples desde então. Perdemos muitas coisas boas para ganhar outras de valor controverso.

As gerações que entram em cena, não possuem os valores, a força, a consciência nem o sentimento da geração que sai de cena. As novas não possuem a memória e o 'know-how' adquirido para se chegar até aqui, e por essa causa, não sabem em como chegaram, e assim, nem como consertarem o que se estragou. Nisso reside a perversidade de tanta modernidade e falta de simplicidade também. Ninguém se preocupa em saber como se faz. Se estragar, compra-se outro mais novo, mais moderno, e pronto. E não é muito diferente nos relacionamentos não, né? Se um amor se "estraga" pela ação da intolerância, ninguém se arrepende, ninguém mais quer consertar. É mais fácil trocar por um amor mais novo, mais moderno. A Fila anda, né não?

E assim, quanto mais se aprofunda nessa reflexão, e se tem a consciência dessa direção em que tudo parece caminhar, se percebe também que em outras áreas, as coisas também vão de mal a pior. É o caso da relação do homem com o seu Criador.

Cada um inventa um "deus" para encaixa-lo em seu estilo de vida e conveniências. Um "deus" pasteurizado, automatizado com uma tecla de autosserviço como a de um caixa-eletrônico, que se pode "sacar" presentes divinos conforme as necessidades da ocasião (clique aqui!).

Cada geração que entra em cena quer criar um "deus" sem o seu passado eterno; um "deus" novo e mais moderno.

Ninguém quer pagar o preço de crer pela fé, e esperar na Esperança de um DEUS que não se curva a modernidade, as ocasiões e conveniências de uma geração perversa e fútil. DEUS não muda e nem se altera na onda da maré.

Alguns, não poucos, tem usado a tecnologia, o desenvolvimento e investimentos enormes para construir organizações religiosas e pregarem seus "deuses" de autosserviço. Verdade seja dita: Ninguém quer pagar o preço de servir a um DEUS, que a despeito de fazer tudo para todos, de Graça, pode dar muito mais do que receber algo bom da nossa parte, né? Logo, melhor é faze-lo de serviçal. Servo das vontades e desejos da gente.

Tolice pura de quem assim pensa, viu?

Deus não pode ser escarnecido com os nossos desejos não!

Infelizmente, ainda não chegamos onde pensávamos que chegaríamos, e tão pouco somos o que gostaríamos de ser agora. Mas a despeito de tudo o que perdemos, pensando estarmos ganhando algo imprescindível, continuamos caminhando em um processo lento e doloroso para sermos o que deveríamos ser desde o início. Seres criados para assemelharem-se ao Criador.

Crendo ou não, isso somente é possível quando nos aproximamo-nos da figura que é JESUS. Nele, que é a plenitude do homem projetado no coração do PAI, podemos alcançar enfim, a semelhança de DEUS.


Porém, fora Dele: Pouca coisa mudará. O que já é ruim, continuará melhorando pouco, e o que agora nos parece bom, não piorará quase nada.

E é assim desse jeito mesmo que se é: Pouca coisa mudou desde então.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

UMA NOVA CHANCE


Talvez nós não precisemos perder tudo que conseguimos até aqui para ganhar alguma coisa nessa vida.
Provavelmente não!
Talvez a gente só precise de uma nova chance para não errar os mesmos erros de sempre que nos impediram de ir além do que estamos agora.
É possível que sim!
Nem é uma chance a mais que a gente mereça ter.
Nem é uma confissão de que não há mais nada a fazer.
Talvez seja apenas o que devíamos ter feito antes que fosse tarde.
Mas também nunca é tarde demais para se arrepender.
E arrepender faz parte do processo que nos pode dar uma nova chance de mudar.
E mudar agora pode ser enfim encontrar de novo o rumo que nos leve aonde queríamos, desde o início chegar.
É isso que chamaríamos de "Uma nova chance.
"
Ainda que venhamos a errar outra vez, é provável, muito provável até, que não erraremos nas mesmas coisas das quais nos arrependemos.
E por que?
Porque o arrependimento não é naturalmente algo que espontaneamente nasce de nós mesmos.
Não é da natureza do homem natural, o arrepender-se.
O Arrependimento é um incômodo do Espírito de Deus gerado dentro do nosso espírito, que ao nos entregarmos a ele, gera imediatamente o desejo de mudança à partir do abandono do que nos fazia errar.
É assim que temos a nossa nova chance de alterar o rumo da nossa história e chegar ao final, aonde sempre desejamos chegar: Ao colo amado do PAI.

"Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor." (Atos dos Apóstolos, capítulo 3, versículo 19)

Que nesse próximo ano, tenhamos uma nova chance para cometer acertos em abundância.
Que o Senhor prospere essa reflexão em nós, e faça transbordar em Graça o nosso viver.

BOAS
FESTAS e UMA FELIZ NOVA CHANCE EM 2011

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

APRENDENDO A AMAR


Sabe, se é muito difícil amar incondicionalmente a quem nos ama, então que dirá amar quem não nos ama, hein?

Não, não é mesmo fácil, e eu até diria improvável. Sim, se esse amar fosse algo que eu realmente precisasse sentir para então praticar a essência do amar, então seria quase impossível mesmo.

Mas esse Amar a que me refiro não é um sentimento que se inicia na emoção e no sentir, mas na consciência e na obediência de um princípio Divino.

Dizemos que amamos a Deus que não vemos e nem sequer conhecemos, e não amamos ao próximo a quem vemos e conhecemos. Estranho amor é esse que dizemos ter por Deus, não acha não?

Há um mandamento que determina essa sinceridade com relação a Deus; se o cumprimos de verdade, então amamos também a nós e ao nosso próximo. E o mandamento é esse:

"Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo."

Tomando então como base esse tipo de amar, somos mesmo todos aprendizes se estamos tentando amar a quem nos Amou incondicionalmente, ou seja, DEUS. Então o exercício de casa é aprendermos a Amar até a quem não nos quer bem.

Melhorou alguma coisa? Não, né?

Não é mesmo fácil amar aqueles que não nos amam. Aliás, é muito difícil até.

Tem muitos que não só não nos amam, mas capricham um bocado nisso.

Há pessoas que cruzam nosso espaço por uma fração do tempo de uma vida, e já nos detestam o suficiente para duas ou mais vidas. E não basta não gostar da gente, mas essas ainda precisam espalhar esse seu modo de sentir tão detestável.

Algumas se superam mesmo nesse intuito a fim de arrebanhar outros contra nós, utilizando estratagemas que incluem mentiras e fofocas, calúnias e difamações.

E por que?

Não pergunta prá mim.

Pergunta prá eles, pô!

Nessa altura dos acontecimentos, você já deve ter se feito essa pergunta também: "Será que eu sei amar?"

Bom, se estamos bem intencionados provavelmente diremos algo como: "Estou aprendendo!"

Não é o bastante, mas já é um começo, né?

Uma maneira de acelerar as coisas para o nosso lado, é um outro recurso Divino: O Perdão.

Pois é... o perdão é mesmo coisa de Deus. A gente tem uma dificuldade enorme para perdoar a quem dizemos amar, imagina só aquele camarada, aquela simpática que nos detesta. Imaginou, hein?

Fala sério! Não é mole não, né?

Mas faz parte desse aprendizado longo e lento na maioria das vezes, mas absolutamente imprescindível para fazermos o nosso dever de casa: Amar ao nosso próximo como a nós mesmos.

Agora vem cá... se você tivesse que dar uma nota para o seu aprendizado de Amar, que nota você se daria, hein?

Não fala!

Não precisa dizer aqui prá todo mundo saber que com essa nota, nem você e muito menos eu, passaremos de ano. Fomos reprovados.

Tem uma expressão mineiríssima do matuto bem intencionado que diz: "Perdoar eu perdoo, mas o sentimento eu guardo, sô!"

Já ouviu?

Mas não é que é assim mesmo. A maioria das pessoas acaba sendo reprovadas porque não conseguem esquecer, e logo, volta a ressentir as mágoas e então, aquele perdão dado, é pego de volta. Só exorcizando mesmo, né?

Ainda bem que Deus não é que nem o mineirinho, hein! Senão a gente tava na roça, viu?

Bom, não vá pensar que estou me excluindo porque sou o bonzão, ou melhor, o bonzinho, tá?

Eu estou de verdade, tentando aprender a Amar daquele jeito que Deus quer. Você não está interessado em umas aulas de reforço também, hein?

É difícil aceitar as pessoas assim como elas são, mas já pensou em ser aceito por elas como Você é?

Também não é assim tão fácil não, viu? Mas sinceramente, eu estou aprendendo, tentando, errando, mas sempre aprendendo a Amar como Deus quer que nós nos amemos uns aos outros, e os outros aos uns, é claro.

Agora, como dessa matéria a gente nunca deve tirar férias, vamos praticar o que aprendemos até aqui. Que tal, hein?

Comece pedindo perdão ao que você ofendeu, mas não se esqueça de "esquecer" depois, tá bom?

E olha só: O recurso pedagógico todinho está em conhecer a DEUS.

Sim, DEUS É AMOR E É PERDÃO!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O MOTIVO DA MINHA ESPERANÇA


Alguém disse em algum momento, em algum lugar, que aquilo que não nos destrói nos fortalece.

Eu nem imagino em que circunstâncias esse pensamento foi registrado, mas ele faz muito sentido para boa parte da minha história, e creio que para muitas outras pessoas também.

Tem muita gente que não gosta sequer de lembrar partes ou trechos das suas memórias por não suportarem a dor que elas trazem de volta. No entanto, há outras que conseguem extrair dessas lembranças sofridas, o incentivo, a motivação para continuar caminhando com esperança.

Eu sou assim como esses!

Sabe, não há prazer algum nessa recordação voluntária, mas quando conscientemente busco essas lembranças no fundo do baú de minhas memórias, intencionalmente quero trazer de volta aquilo que me fez superar aquele momento tão difícil.

Uma dessas lembranças está aniversariando essa semana.

Há cinco anos atrás eu me encontrava debilitado, em cima de uma maca de hospital, sendo conduzido para um Centro Cirúrgico, tendo entre os meus pés, um container com dois órgãos extraídos de um cadáver, mantidos em conservação para implantação em meu próprio corpo.

Após uma longa e tenebrosa espera, fazendo três sessões de hemodiálise por semana na Santa Casa de Santos, fora chamado para fazer enfim, o meu transplante duplo de rim e pâncreas.

Apesar da equipe médica estar descrente de que eu pudesse suportar o rigor da cirurgia, devido minhas precárias condições físicas da época, era meu direito e vez na fila de transplantes.

Após os implantes que foram um sucesso, e apesar de uma rejeição severa promovida pelo meu organismo, que foi controlada a tempo, tive um longo processo de recuperação, permanecendo internado 43 dias no Hospital São Paulo.

A generosa e amável providência de Deus esteve comigo todo tempo, me estimulando a lutar contra o desânimo e prostração. A lembrança das fases anteriores, o descrédito dos médicos, as infecções hospitalares,as internações havidas, as amputações, a perda da visão, tudo vinha a minha mente dando assim conta de tudo que aquele momento seguinte representava. Havia passado por um dos momentos mais terríveis da minha vida, e estava novamente de pé, sobre minhas próprias pernas. Glória a Deus!

Em todo esse tempo manteve-se firme ao meu lado a minha esposa, minha querida companheira, minha "Anja" que não se desgrudou do leito e da visão da minha dor, e sofreu comigo tanto isolamento com uma bravura impressionante para alguém tão jovem.

Apesar ainda das lembranças serem de uma situação triste e sombria, sua recordação me dá a certeza do grande amor de Deus por mim. Ele atuou com misericórdia não deixando que a morte vencesse e me liberando Graça para que o meu coração se alegrasse sobre a tristeza.

Estou consciente de que a doença na verdade, apesar de contida e controlada, não é a cura definitiva. Vivo a cada dia como vivia anteriormente, debaixo do controle que Deus faz do tempo e da vida.

A medicina me deu sobrevida que hoje completa cinco anos, mas o Senhor da minha vida, me deu a Vida Eterna por Jesus Cristo, seu Filho.

Assim, nesse aniversário sem festa, eu apenas venho trazer a minha memória, aquilo que me dá novamente Esperança.

Sei que minha história, longe de ser especial pelos fatos, é contudo pelo reconhecimento de que os propósitos de Deus para cada um de seus escolhidos, não podem ser frustrados nem mesmo pela morte, e que se cumprirão um a um até que sua obra seja completa, consumada.

Há muitas pessoas hoje nas filas de espera do transplante. Muitas histórias que infelizmente, até pela estatística, não vão resistir a espera dos órgãos que lhes darão sobrevida.

São enormes as conspirações que agem contra, que distanciam o recurso, o doador do paciente. Problemas culturais da familia do potencial doador. Problemas com a estrutura para a captação e transporte dos órgãos para os centros de transplante. Remuneração das equipes e redes hospitalares equipadas para o procedimento. Há interesses conflitantes e lentidão nos processos que ainda fazem haver uma enorme perda de órgãos aptos para salvar muitas vidas. Mas para todos aqueles que aguardam a sua vez nessa longa fila de espera, uma certeza e alento: DEUS não muda e não tarda.

Mantenha a fé e alimente a com toda memória que possa te dar Esperança.

Creia mesmo que ainda que existam nuvens sombrias no céu, além delas o Sol permanece brilhando.

Jesus foi, é e sempre será o motivo da minha Esperança.

sábado, 6 de novembro de 2010

TOLERÂNCIA


São dias difíceis de serem vividos em plena paz.

Dias conturbados e estranhos.

As pessoas parecem mesmo estarem surtadas de valores, até mesmo aqueles óbvios demais que falam sobre o que acreditávamos até uma geração atrás.

O que está nos acontecendo, hein?

Ficamos mais tolerantes ou apenas não nos importamos mais?

Ouvi com muita insistência nesses últimos dias, que o "Brasil é um país tolerante," inserido em um contexto de propaganda política. E me espantei ao me dar conta de que não apenas somos tolerantes como coniventes com as coisas estranhas que vemos, assistimos e até praticamos. Você consegue perceber isso ou sou eu que estou ficando paranoico?

Mentir não é mais um defeito reprovável, mas um recurso estratégico em um jogo permanente de se levar vantagem em tudo sobre o outro.

Hipocrisia, igualmente, tornou-se uma maneira de justificarmos nossos malfeitos pelos erros praticados pela maioria e das quais desaprovamos nela.

Enfim, muito do que desaprovamos em público, nos permitimos praticar em oculto, e isso enfraquece nossas convicções e aumenta nossa tolerância com a prática da maldade que está posta no mundo.

Você consegue perceber isso?

Estamos ficando com nossas convicções fracas e nossos ideais frouxos demais, e por essa causa impera aquele que se ri do bem, e tripudia do bom.

Será que as virtudes do bem estão fora de moda, ou somos nós que de tanto ver o mau prevalecer, transigimos com ele e seus efeitos?

Hora de acordar, não acha não?

Pensemos nisso:

"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer." (Albert Einstein)